Prefeitura de Ibirapitanga lamenta morte do ex-prefeito Chiquinho aos 91 anos

Prefeitura de Ibirapitanga lamenta morte do ex-prefeito Chiquinho aos 91 anos

Município decreta luto oficial de três dias em reconhecimento ao legado marcante na história política, cultural e social de Ibirapitanga.

A Prefeitura de Ibirapitanga lamentou, nesta terça-feira (17), o falecimento do ex-prefeito Francisco Quinto de Sousa Neto, o Chiquinho, aos 91 anos, e decretou luto oficial de três dias em homenagem à sua trajetória e contribuição ao município. Reconhecido como uma das figuras mais emblemáticas da história local, Chiquinho teve atuação marcante tanto na vida pública quanto na construção da identidade cultural da cidade.

Filho de Ibirapitanga, nascido na Fazenda Bonfim, quando o município ainda era distrito de Camamu, Chiquinho era filho de Anselmo e Dona Feliciana. Desde cedo, construiu uma trajetória baseada no trabalho e na valorização da educação, chegando a percorrer cerca de cinco quilômetros diariamente para estudar na zona rural.

Antes de ingressar na política, acumulou experiências diversas: foi alfaiate, jogador de futebol pelo Clube Carcará, em Camamu, gerente de farmácia e de estabelecimentos comerciais. Também serviu à Aeronáutica por dois anos e integrou a Polícia Militar em Salvador, atuando como datilógrafo e no policiamento ostensivo.

Sua vida pública se consolidou após atuação em Ibirataia, onde exerceu funções como policial, Juiz de Paz e Secretário de Administração. Posteriormente, retornou a Ibirapitanga a convite de Edson Ramos, vindo a se tornar o sexto prefeito do município, governando entre 1983 e 1988.

À frente da gestão municipal, Chiquinho deixou importantes contribuições para o desenvolvimento de Ibirapitanga. Entre suas principais realizações estão a construção da Praça da Prefeitura, da Praça da Feira em Itamarati, de uma praça em Camamuzinho e do parque infantil na atual Praça Ivan Lima. Também investiu na construção de escolas, quadras esportivas e obras de infraestrutura, como pontes estratégicas na Fazenda Bonfim e sobre o Rio Coutinho.

Além das ações administrativas, seu legado também se estende à cultura. Chiquinho é autor do livro “Cidade Tobogã” e responsável pela letra do Hino de Ibirapitanga, reforçando sua ligação com a identidade histórica e simbólica do município.

Guiado pelo princípio de que a política deve servir às pessoas, adotava como lema “fazer o bem sem olhar a quem”.
Sua partida deixa uma lacuna significativa na história local, mas seu legado permanece vivo nas obras, na cultura e na memória da população.

Neste momento de dor, a Prefeitura de Ibirapitanga manifesta solidariedade à esposa, Dona Isaura, aos filhos Fran, Anselmo, Vânia e Carla, Palone, bem como a todos os familiares e amigos.

Roberto Santos

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