Gestão de Ibirapitanga destaca políticas inéditas para Educação Especial em entrevista na rádio
Entrevista falou criação do CEMAEE e fortalecimento da rede de apoio às famílias atípicas.
Na manhã desta quarta-feira (18), em entrevista à Rádio Ubatã FM com o apresentador Juliano Lima, a gestão de Ibirapitanga anunciou importantes avanços na Educação Especial. As representantes do setor explicaram que o município, que possui 597 alunos identificados no censo escolar como público-alvo da Educação Especial, agora conta com a Coordenação Técnica de Educação Especial e com o Centro Municipal de Atendimento Educacional Especializado (CEMAEE) – Vitória Mille Lisboa Sampaio, políticas inéditas que reforçam o compromisso com inclusão e equidade.
A coordenadora técnica da Educação Especial, Rayanne Argolo, destacou que a criação da Coordenação representa um marco. Segundo ela, o município antes tinha apenas uma resolução publicada em outubro de 2024, mas agora já possui uma lei aprovada que garante acesso, regulamenta os serviços e assegura direitos. A coordenadora do CEMAEE, Paula Bezerra, ressaltou que o espaço foi pensado como resposta às necessidades das famílias atípicas e já se tornou referência pela qualidade do atendimento. O centro dispõe de psicólogas, fonoaudiólogas e psicopedagogos, que atuam no desenvolvimento global dos estudantes, reconhecido pelas próprias famílias atendidas.

A diretora Carla Oliveira explicou que o ingresso no CEMAEE ocorre por encaminhamento e é voltado para alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades e superdotação, além de crianças com dificuldades acentuadas de aprendizagem. O atendimento acontece no contraturno da escola regular, de acordo com o plano individualizado de cada aluno.
Rayanne ainda destacou que a Educação Especial no município não se limita ao Cemaee, citando a implantação de Salas de Recursos Multifuncionais com Atendimento Educacional Especializado (AEE), os Planos de Ensino Individualizado (PEI), o aumento no número de atendentes de classe e a capacitação constante dos profissionais da rede.
A entrevista deixou claro que a criação da Coordenação Técnica e do Cemaee não se resume a uma política educacional, mas a uma ação de respeito e dignidade às famílias atípicas de Ibirapitanga. Importante ressaltar que a Educação Especial é destinada ao público-alvo não apenas formado por alunos com laudo, mas também por estudantes com deficiências, transtornos do neurodesenvolvimento, altas habilidades ou superdotação, além daqueles com dificuldades de aprendizagem acentuada, que necessitam de suporte diferenciado para avançar no processo educacional.


